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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Colegas, uma ótima oportunidade para rever conceitos!



Trabalhar o tema do preconceito sem abusar de estereótipos ou mesmo cair no já batido discurso de tolerância é uma tarefa árdua.

É claro que o discurso sobre tolerância deve ser mantido, mas acredito que as diferentes formas de preconceito, como o étnico, o sexista, o cultural ou o físico, só poderão ser superadas através da compreensão de que todas as pessoas são iguais em termos gerais, ou seja, todos somos imperfeitos, limitados intelectualmente, limitados fisicamente e todos estamos fora dos padrões tidos como ideais em alguma cultura existente no globo. Eu não escrevo tão bem quanto Jorge Amado, Não canto ou componho tão bem quanto Caetano Veloso, não sou tão bom nadador quanto Michael Phelps, nem tão bom lutador quanto Anderson Silva. Comparado ao Eike Batista, eu sou mendigo.

Partindo deste princípio básico (sempre haverá alguém "melhor" do que nós de alguma forma) a ideia de rebaixar alguém pela sua condição social, física, sexual ou cultural não só é absurda, como também ridícula e é por isso que me agradou tanto a notícia de que um filme brasileiro cujos três atores principais são jovens com Síndrome de Down tem sido tão bem comentado e ganhado diversos prêmios nacionais e internacionais.

O filme do qual estou falando é Colegas, que estreará em 01 de Março deste ano. Vencedora de prêmios no Brasil, na Itália, na Rússia e nos Estados Unidos, a aventura de três amigos que buscam viver de uma forma diferente e realizar seus sonhos, é uma belíssima forma de quebrar estereótipos e discutir sobre inclusão.


Estou ansioso para assistir!

Link para o blog do filme!

Ah, e não deixe de participar da campanha #vemseanpenn! 

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